
Todo poeta é mesmo um fingidor,
E finge cada fúlgido momento
Faz-se Pessoa em vida e em fingimento
Faz-se persona e finge a própria dor...
É por fingir que os versos que ele envida
Trazem no fingimento a realidade
A ponto tal que torna-se verdade
O fingimento, e fingimento a vida
É porque sonha na realidade
E outras realidades sempre inventa
Que finge tanto e tão completamente:
Na tentativa inócua da verdade
O coração obstinado tenta
Porém a mente obstinada mente...
Oldney Lopes ©
Um comentário:
Olá,meu amigo, acabo de vir do teu site, não deixei comentário lá porque estava demorando muito para abrir a janela, mas estou com os dois links nos favoritos do meu blog. Gosto muito de tudo que escreve, principalmente dos sonetos, que são, realmente, sonetos... (risos)Sabes que a esse respeito sou intransigente, pois para mim não há soneto "mais ou menos', ou soneto imperfeito, ou é ou não é soneto. Teu site está lindo!
Boa noite.
Abraço.
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